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Mostrando postagens que correspondem à pesquisa por boletins de ocorrência
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CONHECIMENTO CEREBRAL DESTACA VIOLÊNCIA! "A DOR QUE NÃO SE MEDE" "Novo boletim de ocorrência incluirá o gênero e a identidade sexual das vítimas, na tentativa de se tornar mais precisos dados sobre crimes cometidos contra a população LGBT" Por: Mariana Barros " Estatísticas , ou a falta delas, são uma questão histórica do Brasil. Até hoje não se sabe, por exemplo, qual o déficit habitacional no país (o dado disponível - 5,4 milhões de moradias - é apenas uma estimativa do Ipea ). Quando se fala em violência contra lésbicas , gays , bissexuais e transexuais ( LGBT s), é ainda mais difícil dimensionar o problema, a começar pelo fato de que o registro policial omite a informação sobre o gênero e a identidade sexual da vítimas, fatores que, em alguns casos, vêm a ser precisamente o motivo do crime. Quando travestis assassinados por serem travestis são registrados na ficha policial com seu nome de batismo, ou quando casais gays agre...
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CONHECIMENTO CEREBRAL DESTACA POLÊMICA! "O CRIME QUE ATÉ A LEI OCULTA" " ESTUPRO Uma mulher é violentada a cada 11 minutos no Brasil. Mas os códigos sociais culpam as vítimas, em vez de protegê-las" Por: Marsílea Gombata "Em 2002, o filme francês Irreversível trouxe às telas uma das cenas mais incômodas da história do cinema: em uma passagem subterrânea na noite de Paris, a personagem de Monica Bellucci volta sozinha de uma festa e cruza com o agressor, que a domina com uma uma faca, a joga no chão, abafa seus gritos ao tapar a sua boca, rasga sua roupa, a estupra e a espanca, com chutes no nariz e nas costelas e repetidos choques de seu rosto contra o chão. São 11 longos minutos em uma sequência de tensão , repulsa e dor. Apesar do misto de perplexidade e revolta que a cena de um estupro causa, não se trata de um caso incomum. No Brasil são perto de 527 mil estupros ao ano, segundo o levantamento Estupro no Brasil: Uma radiografia...
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CONHECIMENTO CEREBRAL DESTACA VIOLÊNCIA! "MUITOS DEDOS NO GATILHO" "Não foi obra ao acaso. Os 80 tiros contra uma família negra do Rio de Janeiro são o resultado de uma política de segurança voltada para o confronto e incentivadora da violência policial" Por: Rodrigo Martins "Em uma cidade acuada pelo tráfico e pelas milícias, a técnica de enfermagem Luciana dos Santos Nogueira sentiu-se aliviada quando o marido decidiu fazer o trajeto "mais seguro" naquele ensolarado domingo, 7 de abril. Animada, a família dirigia-se a um chá de bebê, e deu preferência as ruas próximas da Vila Militar de Deodoro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. "Eu falei: ali é calmo, é nossa área. E eu vi o quartel. Tava protegida", relembrou a mulher no dia seguinte, ao chegar no Instituto Médico Legal para liberar o corpo do marido. A família caiu em uma emboscada. Sem emitir qualquer alerta ou ordem de parada, segundo o relato de testemunhas...