CONFLITOS INTERNACIONAIS


"DIPLOMATAS DOS EUA CRITICAM POLÍTICA SOBRE SÍRIA E COBRAM ATAQUES A ASSAD"
"Memorando mostra frustração com Obama; Rússia volta a bombardear rebeldes"


"WASHINGTON - Um memorando interno assinado por mais de 50 diplomatas do Departamento de Estado americano pede ao governo que realize ataques militares contra forças do governo sírio para das fim às constantes violações de cessar-fogo no conflito do país. O documento defende o 'uso prudente de mísseis e armas aéreas, que fortaleceriam e direcionariam um processo diplomático mais duro e focado, liderado pelos EUA'.
O memorando foi divulgado pelo 'canal da divergência' - criado durante a Guerra do Vietnã para que empregados do Departamento de Estado pudessem expressar suas discordâncias com as políticas do governo sem medo de represálias - e revela uma crescente frustração com o conflito que já se estende por mais de cinco anos e deixou mais de 400 mil mortos. Embora o uso do canal não seja incomum, o número de signatários (51) é bastante elevado e possivelmente inédito na História do departamento.
Embora a lista inclua diversos diplomatas de carreira, nomes como o Secretário de Estado, John Kerry (que não figura), defendem ações mais enérgicas na Síria para forçar uma solução diplomática por parte do presidente sírio, Bashar al-Assad. Apoiado por comandantes militares, Obama tem resistido à ideia, questionando o que aconteceria se Assad fosse derrubado, um cenário que o documento não aborda.
'As contínuas violações de cessar-fogo por parte do governo de Assad irão minar os esforços em busca de uma solução política, porque ele não se sente pressionado a negociar com a oposição moderada ou outros grupos. O bombardeio de civis é a raiz da instabilidade que continua a assolar a Síria e a região', afirma o documento.
Na mesma noite em que foram divulgadas as críticas, Pentágono acusou a Rússia de voltar a realizar ataques contra grupos apoiados pelos EUA nas proximidades da fronteira entre a Síria e a Jordânia. A Rússia é um dos principais aliados de Assad, e tem realizado operações militares no país contra extremistas do Estado Islâmico e grupos da oposição."

Notícia retirada do site O GLOBO, 16 de junho de 2016 (Acesso: 16/06/2016)

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